sábado, 21 de março de 2015

Memorial Descritivo

 Emfim mais uma conquista que compartilho com vocês, o meu Memorial.Experiencia indescritível que todos deveriam experimentar, voltar as suas origens e se redescobrir e reescrever a sua historia, mesmo que num enfoque profissional, mas unica. 



SUMÁRIO


1.                  A contingência do memorial                                                                              04


2.                  Dados Pessoais                                                                                                   04


3.                  A família: berço de minha civilização, meus primeiros passos                           05


4.                  Escola: Tempos de profundo aprendizado e felicidade                                     06


5.                  Universidade: Ampliando os meus Horizontes                                                  09


6.                  Sala de aula: A minha prática docente. Um continuar a aprender                     11

7.                  Atividades paralelas                                                                                           16


8.                  Considerações Finais                                                                                          17


9.                  Referências                                                                                                         19





1.      A contingência do memorial
Desde 1997, quando conclui o meu ensino médio e nas prévias de ingressar no processo de vestibular e faculdade, comecei a escrever meu currículo e até hoje procuro reescrever. Todavia, memorial descritivo, é o primeiro que elaboro. Procurei orientações, pois me encontrei numa situação de profunda confusão de como começar e prosseguir com a escrita. Conheci Irany Novah Moraes (1992) e Edivaldo Machado Boaventura (1995) que me auxiliaram na elaboração do meu memorial, que será apresentado no curso de Especialização no Ensino da Sociologia no Ensino Médio da Universidade Federal da Bahia.
Elaborar o memorial descritivo é reconstruir a minha própria existência. Tarefa nada fácil, pois, como diz Moraes (1992), memorial é um retrato crítico do indivíduo visto por múltiplas facetas através dos tempos, o qual me possibilita inferências com minhas capacidades. Boaventura (1195), “memorial é não somente crítico, como autocrítico do desempenho acadêmico do candidato. Crítica que conduz forçosamente à avaliação dos resultados obtidos na trajetória da carreira científica”.  Objetivamente, apresento minha trajetória de vida, infância, adolescência, família, e todo o processo de formação acadêmica percorrida até o presente momento. Portanto, para elaborar o presente memorial levei em conta condições, situações e contingências que envolveram o desenvolvimento dos meus trabalhos aqui expostos.
Destacando elementos que, permeado por quebra de paradigmas, coerência e incoerências, relacionando-os com as relações que estabeleço com o mundo, viabilizando assim a minha vida profissional. Além de perceber este memorial como um processo auto-avaliativo ao mesmo tempo ele se tornou um confessional de meus sonhos, anseios e desejos.

2.      Dados Pessoais
Sou o sétimo filho de uma família de oito irmãos, sendo cinco homens e três mulheres – mesmo que sempre tenhamos nos relacionado muito bem, uma de minhas maiores frustrações é não ter ajudado meus pais, pois mesmo quando criança me sentia um pouco culpado pelas dificuldades que passávamos. Meu pai, hoje falecido no início deste ano, no dia 23 de janeiro, era Conferente do Makro Atacadista, estudou apenas até a antiga quinta série, pois teve que cuidar de seus irmãos caçulas e sua mãe, após falecimento de seu pai, conhecedor nato de exatas, ao ponto de abdicar de calculadora para qualquer tipo de cálculo e minha mãe, uma senhora digna de ser chamada senhora do lar. Nasci no ano de 1982 em Salvador - Bahia[1].
Quando eu tinha dois anos de idade mudamos da Travessa São Policarpo, casa aonde minha avó paterna veio a falecer, para a Rua Antenor Costa Nuno, onde meus familiares residem até a presente data.
Aproveito para apresentar o meu blog, onde tenho postado alguns dos meus textos e trabalhos: www.homemcultural.blogspot.com.br.

3.      A família: berço de minha civilização, meus primeiros passos.
No meu seio familiar, tive a oportunidade de crescer cercado de boa música bons programas, incentivado a estudar e atingir meus objetivos. Meu pai como já mencionado, estudou pouco, mas um profundo conhecedor de exatas, minha mãe ao contrário, por decorrência de sua origem, estudou somente as séries iniciais, mas uma mulher de profunda sabedoria da vida e das heranças ancestrais que circundam e envolvem toda a minha família.
Recordo que ainda nos estudos do antigo primário, tive duas professoras de banca, minha irmã mais velha Maria e Dalva uma prima que muito me ajudou e que me incentivou a ser professor quando deixava que eu ensinasse o dever dos demais colegas de banca.
De uma família de múltiplos talentos, onde saíram bordadeiras, doceiras, cozinheiras, percursionista, professores e outros, recordo de meu saudoso pai dizer que a maior calculadora que existia era a mente humana, sempre preenchia cadernos de contas onde eu e meus irmãos tínhamos que resolver sem o auxilio de tecnologias, nem tabuadas, isso de suma importância para quem sou hoje. Minha mãe por sua vez, tinha o hábito de ensinar leitura e agregar a matemática de meu pai nas suas deliciosas receitas de bolos, doces e salgados, e sempre nos chamava para perto, pois precisávamos aprender. Com isso numa família de oito irmãos todos cozinhamos e muito bem.
Sonhava em ser aviador, médico, professor, padre, enfim, engenheiro, pois construía muitas casas de arvore com amigos e meu irmão caçula, sempre exercendo o papel de líder da galera, mesmo não sendo o mais velho, a posição de linha de frente, líder sempre foi muito marcante em minha historia de vida.

4.      Escola: Tempos de profundo aprendizado e felicidade.
Nas intermediações do bairro do Nordeste de Amaralina[2], realizei o início de meus estudos, na Escola Dom Pedro II (rede privada), nas séries do antigo maternal, Jardim 1 e 2, nesta fase recordo-me da minha amada Professora Zorilda, hoje aposentada, mas que sempre me incentivava a vencer a timidez da doce criança, em suas aulas sempre expositivas, com jogos e atividades lúdicas me auxiliaram no desenvolvimento e aprendizagem. E deu certo seu esforço. Da alfabetização a antiga 3ª série, estudei na Escola Pedro Tenório de Albuquerque (rede pública), hoje extinto, cedendo o espaço para o programa Viva Nordeste, saudosamente recordo daquela que me ensinou a ler, ao ponto de antes do final da alfabetização já era capaz de leitura de textos sem muitas dificuldades, Professora Magda, buscava sempre trabalhar os conteúdos contextualizando com a nossa realidade, sempre com gibis da turma da Mônica,  a matemática com jogos e figuras geométricas, ciências com experiências (como esquecer do meu primeiro pé de feijão fecundado no algodão), seguido de Rita, essa mais rígida mas não menos especial, não admitia conversas em suas aulas, mas lembro sempre dos empréstimos de livros e dos vídeos que passava e Rosalina, mãezona, cuidava, a cada novo dia um novo abraço, suas obras de arte, desenhos, pinturas, leituras teatrais, matemática no chão da sala e o giz colorido e a 4ª série cursei no Colégio Dionísio Cerqueira, no bairro do Itaigara, pois na unidade escolar minha irmã Nelma, trabalhava como bibliotecária e me facilitava o acesso a minha grande paixão: os livros. 
O antigo ginásio cursei, atualmente fundamental II no Colégio Estadual Professor Carlos Santana – concluído em 1997, no complexo escola do bairro, conhecido como Beco da Cultura[3], onde pude experimentar de valiosas situações que auxiliaram na formação do profissional que sou. Da 5ª a 8ª série, pude aí desfrutar de anos de aprendizado e felicidade, frustações e angústias. Passava praticamente o dia inteiro na escola, às terças e quintas pela manhã aula de basquetebol, onde por meio deste participei de vários campeonatos, fortalecendo meu senso competitivo, as quartas e sextas voleibol, pela manhã, as tardes aula normal e as noites, quando não tínhamos aula de teatro com Professor Denílson, ficávamos na escola praticando esportes.
Ressalto aqui personagens fundamentais em minha vida: meus professores. Clara de Português e suas inúmeras correções na pronuncia e escrita das palavras, ditados de texto, paradidáticos, Sheila de historia, e a descoberta de um mundo diferente, onde os fatos e acontecimentos através de seus cartazes e aulas expositivas me fizeram decidir ser também historiador, Bartolomeu de geografia, como aprendi uma nova leitura por meio dos limites e fronteiras dos gigantes mapas que nos apresentava as aulas na quadra reconhecendo os tipos de rocha, Soledade e José Augusto também de historia, marcantes, parecidos na sua didática de não adotar livros, mas com um conhecimento de causa que encantava com seus discursos, Renata de ciências e duas visitas ao laboratório, conhecer os invertebrados e vertebrados tocando em cada um deles, sensacional, Glauber também de ciências, desenhos fantásticos na lousa e eu tentando reproduzir no meu caderno, ligações com os eventos químicos e as experiências que nos auxiliava a executar, Marli amiga, mãe, confidente... Esta última recordo que era vice-diretora, e numa ausência de professor de redação para as três turmas 5ª séries, me convidou para dar aula nas aulas vagas para três turmas, neste momento eu cursando a 7ª série e com 14 – 15 anos, passei por uma experiência ímpar, que clareou o que verdadeiramente queria ser, Professor.
Já no ensino médio, estudei o no Colégio Carlos Correia de Menezes Santana,  mais conhecido como Carlos Santana II nos anos de 1998 a meados de 2000, também estes pertencentes ao complexo escolar Beco da Cultura. Passei o 1º, 2º e início do 3º ano do ensino médio. Por motivo de trabalho, o que já era uma realidade desde a minha 7ª série, após uma seleção na FUNDAC, passei e logo fui contemplado no Programa Menor Aprendiz. Próximo do final da 2ª unidade do 3º ano do ensino médio mudei para o Colégio Estadual Manoel Devoto[4], concluído em 2000, na região do Rio Vermelho. Em ambas as unidades escolares, desfrutei de experiência de líder de turma, presidente de grêmio estudantil e tutor de turma, onde na ausência do professor, ministrava uma explicação e aplicava uma atividade que eles deixavam previamente na coordenação da escola. Professores especiais, hoje amigos, Jorge de educação física e nossos jogos e torneios de basquetebol, Nilo também de educação física e nossas brigas por eu não querer fazer aula de futebol, mas em sala me fez perceber a grandeza do esporte na explicação da importância do teórico na pratica, Cristina Conte como é gostoso conhecer os elementos químicos da tabela periódica, suas aulas com projeções e inúmeras experiências que me faziam compreender como o mundo é formado em sus elementos atômicos, Cristina Vilas filosofa, socióloga, com discursões e textos maravilhosos me auxiliou a construir pensamentos e forma a minha personalidade critica, suas aulas sempre uma mesa redonda, Leonor de desenho geométrico, compasso e réguas na mão sempre incentivando a compreendermos as medidas dos planos em paralelo com o professor de física e matemática, Eduardo de física, Newton e suas leis que me perdoem, mas que loucura, nas suas aulas sempre uma viajem ao mundo espacial, (risos), Hélio técnico do time de basquetebol, puxões de orelha, títulos e conquistas, com este aprendi a ser competitivo, Luciano de Matemática, este e Leonor me fizeram retomar o gosto perdido no ensino fundamental, o calculo nas compras do dia a dia, o passar o troco sem uso da calculadora, verdadeira matemática aplicada. Teatro, dança, música projetos estudantis ligados à secretaria de educação e a secretaria de saúde, ações que me possibilitaram exercer o papel de líder, professor, estagiário, enfim, fortalecer a certeza que sempre tive de se educador.

5.       Universidade: Ampliando os meus Horizontes.
Antes de dar este passo, logo após a conclusão do meu ensino médio, no ano 2000, passava por um processo de caminhar para a vida religiosa e em junho de 2011, me tornei membro da comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom, onde passei por Quixadá - CE, no sertão centro do Brasil, Macapá - AP, onde em ambas localidades desenvolvi ações como professor em seus centros de evangelização. De forma bem peculiar em Macapá, atuei dentro da Coordenação da Pastoral do Menor e na coordenação de duas Creches que eram mantidas pela Diocese local.
Inicio de 2004, retornei para Salvador. Logo aqui instalado prestei vestibular para o Instituto de Ciências Religiosas Lumen Christi, vinculado e chancelado pela Faculdade Social da Bahia, hoje extinto, funcionando apenas na cidade do Rio de Janeiro. Nesta unidade cursei Teologia, curso que para muitos não passa de formação para religiosos, mas que na verdade me concedeu uma ampla visão de mundo e do que poderia contribuir com o povo que atuava, pois neste momento já trabalhava em uma escola comunitária.
Desfrutar do que a Teologia em suas diversas disciplinas me possibilitava, foi um lindo processo de reencontro comigo em Deus, pois inteiramente em mim percebo que nada sou. Antropologia, Sociologia, Filosofia, Psicologia, Direito, Didática e tantas outras específicas, me fizeram mergulhar num mundo ainda não conhecido. Agradeço aos queridos mestres, Everaldo de didática e pratica de estagio, com sua metodologia de aplicar o conhecimento em sala de aula fortaleceram o meu ser professor, Figueiredo de filosofia, sociologia e direito, nossa quantos livros tinha que ler para compreender o raciocínio deste mestre, com aulas participativas e sem uso do quadro negro e nem mesmo de mecanismos tecnológicos, mas me ensinou muito sobre o meu papel como ser pensante e social, Arnaldo meu amado orientador, porta em tudo versos e prosas, mas um conhecimento experienciado na vida, Barbosa de Sagradas Escrituras junto com Juraci, Antônio e outros, monstros no conhecimento que nos aproxima mais de Deus, Lilian de Psicologia, ainda não me conheço em plenitude, mas com sua docilidade em abordar as faculdades humanas me fizeram perceber os meus limites e potencialidades, Gervis de estatística, metodologia e outras, difícil de lidar, mas quando demonstrava interesse em aprender não media esforços em providenciar livros, apostilas e tantos outros meios para auxiliar na construção do conhecimento, João Teixeira de historia, um dia chego a compreensão da vida por meio de sua construção histórica, sempre com fichas pautadas na mão, sem muita didática, mas firme em mostrar o valor do conhecimento e como é gostoso conhecer datas de momentos fundamentais para a compreensão do panorama em que vivemos, como foi bom apreender com seus ensinamentos e hoje poder tê-los como amigos na vida e na profissão.
Aqui experimentei de uma sensação impar, perceber que posso ir muito além, estagio, fóruns, presidência de diretório acadêmico, responsabilidades, novas turmas a lecionar, novas mentes curiosas que junto comigo saciavam a fome e a sede de conhecimento. Amigos que até hoje os tenho, irmãos que me acolhem a cada dia. Enfim chegaram 2007 e o fim deste mundo fabuloso. No mês de agosto de 2007 recebo das mãos de Dom Geraldo Magela Agnelo, Cardeal Arcebispo Primaz do Brasil de São Salvador da Bahia o certificado de Teólogo e a licença para poder ensinar e falar como teólogo em nome da igreja local, em 02 de junho 2008, realiza a colação de grau e recebo o meu diploma, defendendo a tese sobre Kolbe, Mártir da Imaculada, frade capuchinho que morreu no campo de concentração no período da 2ª guerra mundial.
Mas neste período no nosso estado, não existia nenhuma faculdade de teologia reconhecida, ainda em estudos no Lumen Christi, inicio um processo de estudos junto a FATEBOV – Faculdade de Teologia de Boa Vista, e mais uma vez faço paralelamente num campus aqui em Salvador o curso reconhecido de Teologia, e em dezembro de 2008, recebo o titulo reconhecido pelo MEC de Teólogo, apresentando a mesma tese nesta unidade e com muito louvor sou aprovado e esta por sua vez tornou-se um livro que foi publicado.
No inicio de 2009 inicio outra faculdade de História, na UCSAL – Universidade Católica de Salvador, mas que não levo a frente, pois estava cursando paralelamente pós graduação em Psicopedagogia, pela FACIBA – Faculdade de Ciências da Bahia, iniciado em 2007 e concluído em 2008,  tendo como tese de defesa: Dislexia: Transtorno ou Problema Educacional?, Passando a atuar também em clínicas e instituições como psicopedagogo. Agradeço a minha amiga e mestra Ingrid Miranda, Sandra, Priscila, Milton, Jusciney e Célia.
Em 2012, tentei o mestrado na UFBA, no curso do Instituto de Humanidades, Artes Professor Milton Santos -  IHAC, como aluno especial, no final do processo deparei-me com problemas familiares, nos quais tive que abrir mão momentaneamente deste objetivo, mas que pretendo em breve retomá-lo.
Em 2013, retomo a faculdade de história, mas não mais na UCSAL, mas neste momento na Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias – FAC, onde em dezembro do ano corrente, inicio de 2015, defenderei a tese como tema: África: Ancestralidade histórico religiosa, fazendo um recorte na história do berço da civilização, nossa Mãe África, recorte na minha história, pois sou descendente do povo Ketu[5], oriundo da África, ressurgindo na região da Barroquinha, há mais de 400 anos atrás. Aqui recordo dos novos amigos, meus mestres Mônica, Bruno, Avelar, Nadjena, Nadjane, Rômulo e tantos outros.
Atualmente, cursando outra pós-graduação na UFBA – Universidade Federal da Bahia, UAB - Especialização no Ensino da Sociologia no Ensino Médio com previsão de termino no próximo ano.

6.      Sala de aula: A minha pratica docente. Um continuar a aprender.
Se for para mencionar quando adentrei em uma sala de aula, terei que iniciar com a minha infância, parece engraçado, mas na verdade desde cedo brincava de escola, ainda nas séries iniciais, coleguinhas que tinham dificuldades nos deveres de casa, procuravam-me para auxilia-los nas resoluções. Recordo-me que que quando estava na alfabetização, a minha mestra Professora Magda, sempre me pedia para que ajudasse ao colegas tomando deles a leitura e isso fazia com muitos gosto, seguido por professora Rita e Rosalina. Enfim comecei cedo.
Aos 12 anos de idade minha mãe me permitiu dar aula de banca na minha residência para quatro colegas que moravam perto e com isso a minha primeira remuneração como professor. Logo após este feito, tinha dificuldades em matemática e minha irmã mais velha Maria, passou a ser minha professora em casa quando o meu pai não estava, com isso aprendia com eles e ensinava.
Quando cursava o 8º ano, antiga 7ª série, no Colégio Carlos Santana, a Professora e vice direito Marli, me chamou para um diálogo. Na escola no turno oposto faltava professores de artes e redação e já estávamos próximos do final do ano letivo, convidou-me para dar dois dias aula em duas turmas de 6º ano, antiga 5ª série e prontamente aceitei. Recordo-me da cara de espanto de meus professores a me ver na sala dos professores fazendo uma correção de atividade que havia aplicado aos meus alunos, tamanho o susto e ao saber da professora Marli o fato, fui acolhido e Professora Clara, Sheila, Bartolomeu e Soledade, num abraço coletivo me acolheram e disponibilizaram auxilio quando eu precisasse.
Com isso começou a minha trajetória em sala de aula. Com isto comecei a trabalhar com catequese na minha Paróquia São José de Amaralina[6], logo assumindo a coordenação dos trabalhos, por meio deste trabalho, ainda quando cursava o ensino médio, o Pároco, Pe. Juraci convidou-me para ser professor na Escola Comunitária Eduardo Lemos Amaral, mais conhecida como Coração da Mamãe. Nesta unidade escolar permaneci por três anos trabalhando com as 2ª serie.
Ainda neste período, fui convidado Dom Dominique Jean Marie Denis You, na ocasião Bispo Auxilia de Salvador, atualmente Bispo Diocesano de Conceição do Araguaia, para construir junto com ele a Escola EVA, que fazia parte de uma ação da Comunidade Bernadete – Associação Massabielle[7], localizado na região dos Alagados no bairro do Uruguai, periferia de Salvador, passando por aqui dois anos como missionário e professor nas diversas instituições parceira desta associação e professor de novos membros do projeto, que logo após a nomeação de Dom Dominique para Araguaia, passou a ser coordenada pelos Irmãos de São João[8], mantendo até hoje os trabalhos, contando com o reconhecimento da Cúria Romana, ainda concedido pelo anterior Papa Bento XVI.
Em 2003, passei a trabalhar como monitor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil- PETI[9] -, permanecendo até o final do ano de 2005. De 2006 a final de 2007, passei a lecionar no Centro Educacional Santo Antônio - CESA[10], corpo educacional das Obras Sociais Irmã Dulce, na região de Simões Filho – Bahia. Nesta unidade atuei como professor do ensino fundamental 1 e 2, como professor de Historia, Geografia e Ensino Religioso, além de contribuir como auxiliar de coordenação e coordenador das oficinas lúdico pedagógicas.
No final do ano de 2007, recebi um convite do um grande amigo Frei Pedro, da Ordem dos Frades Conventuais, para desenvolver um trabalho junto a Comunidade Obra da Imaculada, na região do Passé do Rio do Cunha em Candeias – Bahia, trabalho de promoção social, educacional e valorização humana. Nesta localidade desenvolvi projetos de inserção de jovens carentes no convívio digital, reforço escolar, evangelização, promoção social. Com o Projeto José do Egito, desenvolvi a coordenação do mesmo, onde oficinas de esporte e lazer eram desenvolvidas na localidade. Até o momento que presenteado com uma fazenda, foi construído um abrigo transitório para crianças e jovens retirados do convívio familiar, por motivos diversos e ali colocados a disposição da decisão da justiça a espera de decisão, se de retorno ao seio familiar ou abrigo definitivo. Contando com parceria Ordem dos Frades Conventuais, Juizado de Menor, Prefeitura de Candeias e Governo do Estado. Como todo religioso não tem moradia fixa, Frei Pedro foi enviado em missão e a Comunidade Obra da Imaculada continua seus trabalhos na região da Diocese de Camaçari – Bahia[11]. Em 2008, retorno para lecionar no CESA, e lá permaneço até o ano seguinte, final de 2009, desempenhando as mesmas funções.
Durante os anos de 2009 a setembro de 2011, percorri outros caminhos, mas continuava os meus trabalhos de lecionar paralelamente. Atuei neste período como analista de cobrança, callcenter e outros. Neste período, a convite de uma grande amiga Mestra Sampaio, passei a lecionar aos sábados no curso de Extensão em Teologia, pela UCSAL[12], na região de Escada, Subúrbio de Salvador. Aqui permaneci por mais de quatro anos, lecionando disciplinas teológicas bem como no Instituto Beato Kern[13], no qual fui membro desta comunidade e professor de teologia, filosofia e formador das comunidades paroquiais.
De 2011 a inicio de 2013, atuei na secretaria geral da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura – UNIVERSO, atuando com dispensa de disciplinas dos cursos de Direito, Enfermagem, Eng. De Produção, Psicologia e Outros, nesta unidade pude desfrutar de um contato maior com os entraves da educação e seus mecanismos internos, fazendo-me desejar ardentemente o retorno para sala de aula, pois ai poderia contribuir mais e melhor para a mudança do cenário critico que vislumbramos.
Ainda em 2013, participei de uma seleção publica – Regime Especial de Direito Administrativo - REDA, na Prefeitura de São Francisco do Conde – Bahia, para retornar a lecionar. Em fevereiro do mesmo ano retorno para sala de aula, no Centro Educacional Claudionor Batista – CECBA, localizando no distrito do Monte Recôncavo, escola de Fundamental 2, atuando em 2013 como professor de Ensino Religioso e História, em 2014 minha carga horaria é reduzida de sala de aula para que pudesse contribuir com a educação em seu processo no setor psicopedagógico, e aqui mantenho-me como professor de 6º e 9º ano e psicopedagogo do CECBA.
Ainda em 2014, inicio trabalho na região de Itinga em Lauro de Freitas, na Creche e Escola Deus Conosco, lecionando as disciplinas de História Geografia e Ética, nas séries do Fundamental 2.
Sinto-me bem a vontade para dirigir um texto a mim mesmo e a todos que compartilham comigo desta missão, de ser e fazer educação de qualidade, tomo as palavras de Içami Tiba para dizer: “Ensinar é transmitir o que você sabe a quem quer saber. Portanto, é dividir sua sabedoria. Mas é uma gostosa divisão que não segue as leis matemáticas, porque, em vez de você diminuir, você ganha o que nem lhe pertencia. Ensinar faz o mestre atualizar seus próprios conhecimentos, o que aumenta sua sabedoria. Nem sempre o professor ensinar significa o aluno aprender. Quanto mais o professor conseguir aplicar seus conhecimentos no dia-a-dia do aluno, mais este terá interesse em aprender. Ensinar algo que não serve ao aluno o obriga a simplesmente decorar, como uma memória descartável que dura até o momento da prova. O professor que não se deixa questionar, não aceita sugestões nem acata reclamações é porque tem sua aula decorada faz tempo e, se não morreu, falta pouco. Os questionamentos revolvem os acomodados neurônios em busca de novas respostas, reativando o cérebro, reavivando a alma.
Ensinar é realizador, prazeroso e gratificante. É ver desabrochar a flor cuja semente o mestre plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo interesse e pela capacidade de aprendizagem do aluno. Muita luz pode cegar o olho acostumado à penumbra. O aprendiz, além de receber o conhecimento, está absorvendo o prazer de ensinar do mestre, que se transforma em prazer de aprender. E o que se aprende com prazer não se esquece jamais.
É transitório e medíocre o abuso do poder de saber quem não sabe. Esse poder só alimenta a mesquinha vaidade das pessoas. O sabe-tudo está pondo um limite subjetivo em seu conhecimento, acreditando-se onisciente. Isso é mania de querer ser Deus. A maior fraqueza do homem é querer ser Deus, pois a verdadeira sabedoria traz embutida a humildade. É saudável buscar a perfeição, porém é mais perfeita a pessoa que a procura do que a que a encontra. O verdadeiro mestre procura estar sempre aprendendo.
O mestre é um caminho para seu aprendiz chegar à sabedoria. O aluno tem de superar o professor. O verdadeiro mestre se orgulha de ter sido um degrau na vida do aprendiz que venceu na vida. Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade e humildade. É oferecer alimento saboroso, nutritivo e digerível àqueles que querem saber mais, porque ensinar é um gesto de amor!

7.      Atividades paralelas
Paralelamente a tudo descrito no tópico anterior, desenvolvi trabalhos paralelos que muito auxiliaram na minha pratica docente, tais como:
Obras Sociais Padre Gumercindo: Casa Mãe da Providencia – Recepcionista Consultório Médico, Controlador do Peso de Crianças Desnutridas e Monitor de Turmas de Adolescentes.
CRIA – Centro Referencial para Criança e Adolescente - Fundação Odebrecht (Escolas da Rede Pública e Postos de Saúde): Projeto Educação Sexual Um Exercício de Cidadania – Multiplicador e Monitor, nas Escolas e Postos de Saúde do Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Santa Cruz e Chapada do Rio Vermelho.
Pastoral do Menor – Macapá/AP: Agente Pastoral dentro do Aninga (antiga FEBEM), com trabalhos de grupos visando diminuição da violência e criminalidade dos adolescentes. Monitor de Cursos extracurriculares com adolescentes e jovens de bairros periféricos reincidentes da FEBEM. Auxiliar de Nutrição das Creches atendidas pela Pastoral do Menos no centro da Cidade de Macapá e na Região Portuária de Santana/AP.
Associação São Maximiliano Maria Kolbe (Pe. Kolbe): Psicopedagogo, Missionário, Projetista, Monitor de oficinas de Teatro, Português, Redação..., Formador de multiplicadores e missionários, Facilitador de cursos de capacitação para agentes sociais/comunitários.
Associação São Norberto: Creche Santa Rita – Psicopedagogo, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Catarina de Sena - Responsável pelo controle das contas da Embasa e Coelba e Processos vinculados a Prefeitura de Lauro de Freitas e Agente Pastoral na Comunidade Bom Pastor.
CMDCA – Conselho Municipal da Criança e do Adolescente - Lauro de Freitas/BA: Conselheiro, Membro da Comissão Eleitoral – Para Conselheiros Tutelares/2010.
Seminários Sociais – Grupo Projeto TEIA: Projetista, Coordenador, Palestrante.
E atualmente paralelo a minha pratica docente:
Associação Religiosa, Artística, Cultural, Esportiva e de Inclusão Social e Digital – ARCBeC - Escola de Formação Permanente São Bernardo de Claraval – Arquidiocese de São Salvador da Bahia/Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora de Pau da Lima: Presidente, Projetista, Diretor, Coordenador Pedagógico, Professor – Filosofia, Sociologia, Antropologia, Disciplinas Teológicas, Palestrante de Seminários.
Associação Cultural de origem Tuamiloaango Sindiragonbê – localizada em Areia Branca, Jambeiro – Lauro de Freitas: Vice-presidente, Monitor, Projetista.
Entre outros cursos e seminários de atualização, como: Sociologia, Filosofia e Recursos Humanos pela FGV – Fundação Getúlio Vargas Online; Atendimento e Comunicação Estratégica, pela Prospecta; Seminários Sociais, pela ACBSPA, onde participei, fui palestrante e mediador; Prevenção do abuso de Psicoativas e Aids, pelo Centro de estudos e terapia do abuso de drogas – PREVDROGAS/SESAB.

8.      Considerações Finais
Produzir este memorial foi, sem sobra de dúvida, uma grande viagem ao meu eu na minha história, situado no meu presente e me permitir sonhar com um futuro promissor. Como bem diz Paulo Freire: “mas escrever, registrar, refletir não é fácil... dá muito medo, provoca dores e até pesadelos. A escrita compromete. Obriga o distanciamento do produtor com o seu produto. Rompe a anestesia do cotidiano alienante” (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1996)
Portanto, foi através dos cursos e diversas aprendizagem que tive ao longo das academias e da vida, que consegui compreender de forma clara a importância do saber, pois as práticas humanas refletem um saber. Saber este que pode ter sido adquirido de forma assistemática, empírica e sem intencionalidade, ou pode ser um saber conquistado sistematicamente, de forma crítica. Portanto, não há ação sem saber. O conhecimento como reflexivo, é uma característica peculiar do ser humano, pois mesmo sendo instruído ou não todos realizamos praticas, bem como refletimos sobre as mesmas, transformando-as e como num processo cíclico realizando novas a cada instante.
Aprendi muito, mas também sei que não estou no fim, ainda há muito que se aprender com o processo natural da vida, as mudanças ocorrem a cada minuto, portanto as minhas atualizações e reflexões precisam ser constantes. Um dos caminhos para a libertação é o investir em nossas potencialidades, proporcionando a todos os que encontro na minha sala de aula uma educação eficiente, evidenciando que o crescimento é possível dentro de nossas condições, limitações, estas que existem para serem ultrapassadas. Entre tantos conhecimentos, o critico é fator essencial de libertação.
Como educador, vejo a necessidade diante da realidade da educação de continuar sendo um pesquisador, um desvelador do real, construtor de conhecimentos. Mas para construir  esses conhecimentos o medo é inerente, o preconceito é aberrante, é preciso superar, pois não existe uma verdade absoluta, única, vejo a necessidade de atribuir novos significados a nossa própria realidade, ao que vemos, sentimos, pensamos e desfrutamos. Competência e autonomia, articular bem nossas ações, pois o fruto é a libertação.
Tal liberdade que deve ser norteadora de nossas, da minha pratica pedagógica, da minha consciente capacidade de participar, analisar, propor, decidir, interagir com o educando e com o processo educacional, instituição, sistema, todos que deste processo fazem parte. A minha sala de aula precisa  cada dia ser mais um espaço onde a evolução acontece no todo, política e ideologia, corpo e mente, professor e aluno, parceiros deste processo, teoria e pratica.
E coloco um ponto no meu memorial, mas não um final, pois sou um ser em movimento, faço minha as palavras de Maria Isabel cunha: “Na prática pedagógica, o professor na preparação e execução de seu ensino deve ser e sentir, saber e fazer”.





9.      Referencias
BOAVENTURA, E. M. Memorial. 1995. Disponível em: http://www.edivaldo.pro.br/ memorial.html.  Acesso em: 20/11/2014.
BOSI, Eclea. Entrevista // Interview: Eclea Bosi. Acessado em 22/11/2014. Disponível em: file:///C:/Users/ALEX/Downloads/4301-16908-4-PB.pdf
MORAES, I. N. Memorial: síntese. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1992. Documento apresentado à Faculdade de Medicina para o Concurso de Professor Titular do Departamento de Cirurgia – Disciplina de Cirurgia Vascular Periférica.
PIAGET, J. Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.
PIZZANI, Luciana e SILVA, Rosemary Cristina da. Manual Técnico de elaboração Memorial e um Currículo Vitae. Acessado em 20/11/2014. Disponível em: http://www.biblioteca.btu.unesp.br/Home/Manuais/MemorialeCurriculum.pdf
RODRIGUES, A. P. ; Marinho, M. A ESCRITA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CAMPO: um olhar sobre o texto memorialístico. Acessado em 25/11/2014. Disponível em: http://ieppecpb2011.xpg.uol.com.br/conteudo/GTs/GT%20-%2007/02.pdf  
SÉRGIO, Armando. MEMORIAL PARA CONCURSO DE TITULAR USP. Acessado em 22/11/2014. Disponível em: http://armandosds.blogspot.com.br/2008/09/memorial-pa-ra-concurso-de-titular-usp.html





[1] Salvador é um município brasileiro, capital do estado da Bahia, localizado na Mesorregião Metropolitana de Salvador e Microrregião de Salvador, Região Nordeste do país. Primeira capital do Brasil Colônia, Salvador é notável em todo o país pela sua gastronomia, música e arquitetura, e sua área metropolitana é a mais rica do nordeste brasileiro em PIB nominal. A influência africana em muitos aspectos culturais da cidade a torna o centro da cultura afro-brasileira. Possui mais de 2,9 milhões de habitantes, sendo o município mais populoso do Nordeste, o terceiro do Brasil e o oitavo da América Latina (superado por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago). Sua região metropolitana, conhecida como "Grande Salvador", possuía 3 573 973 habitantes recenseados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que a torna a terceira área metropolitana mais populosa do Nordeste, sétima do Brasil e uma das 120 maiores do mundo. Salvador foi fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, grafia do português arcaico, em homenagem a Jesus Cristo, o Salvador no cristianismo, feita pelos colonizadores católicos do Império Português. Pelo seu nome de fundação, o acrônimo SSA faz referência tanto à cidade, quanto ao seu aeroporto (pelo código aeroportuário IATA). Os seus habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador".
[2] A Amaralina é um bairro de classe média, localizado na região sul de Salvador, capital dos estados da Bahia, Brasil. Distantes nove quilômetros do centro da cidade, é um bairro eminentemente habitacional, embora com variado comércio, sobretudo na rua principal. O bairro é famoso porque tem, em seus limites, a praia de Amaralina. O bairro de Amaralina era a antiga Fazenda Alagoas, uma referência a uma lagoa que existia no local. A fazenda passou a chamar-se Fazenda do Amaral, após José Álvares do Amaral comprá-la e dar seu sobrenome. Durante a II Guerra Mundial foi ali que os norte-americanos instalaram o posto aeronáutico que, após o conflito, passou para a Aeronáutica, hoje funcionando o 19º Batalhão de Artilharia Antiaérea. Durante o regime ditatorial de 1964, para lá, o Quartel de Amaralina, foram encaminhados e torturados vários dos presos políticos do estado, como o poeta Camillo de Jesus Lima, Pedral Sampaio, Othon Jambeiro, Nudd David de Castro e outros intelectuais.
[3] O Beco da Cultura foi fundado em 1996, sendo o secretário da educação o Prof. Edílson Freire, no governo de Antônio Carlos Magalhães, para atender às demandas da comunidade do Nordeste de Amaralina, reunindo as escolas da região, formando um Complexo Educacional e de grande efervescência cultural, sendo considerado, conforme o líder estudantil, o 3º maior complexo de escolas da América Latina, onde circulavam diariamente cerca de oito mil estudantes. Oficializado para a rua (Alto do Coqueiro, na divisa com a Pituba), onde se concentram 04 escolas, a saber, Colégio Municipal Zulmira Torres; Escola Polivalente de Amaralina; Colégio Estadual Carlos Santana I, Colégio Estadual Carlos Santana II; e um programa do governo do estado da Bahia denominado Viva Nordeste (antiga Escola Pedro Tenório de Albuquerque). Disponível em http://www.cdi.uneb.br/pdfs/educacao/2008/marcia_souza_da_purificacao.pdf . Acessado em 25/11/2014.

[4] Fundado em 1957, carrega o nome de um grande educador baiano. Durante muito tempo, abrigava estudantes de todas as classes socioeconômicas que cursavam os antigos Curso Ginasial e o Curso Colegial ou Científico. Estudaram lá, por exemplo, os filhos dos escritores Jorge Amado e Zélia Gatai e os filhos do artista plástico Bel Borba. Atualmente, cerca de 1.800 adolescentes e adultos com idades entre 14 e 50 anos cursam o Ensino Médio no Manoel Devoto. A grande estrutura do colégio demanda que seus 106 professores se dividam nos turnos matutino, vespertino e noturno. Além das 27 salas de aula, há quadras de esportes, laboratório de ciências, sala de informática, biblioteca, sala de vídeo e um auditório para 200 pessoas. Os estudantes participam de jogos estudantis, gincanas, mantêm grupos de dança e música, equipes de futsal. Uma rádio e um grêmio estudantil que estão em fase de implementação. Endereço: Rua Osvaldo Cruz, s/n, Rio Vermelho, Salvador – BA. Telefone:(71) 3248-3447. E-mail: cemd.salvador2@educacao.ba.gov.br.
[5] Teve inicio em Salvador, Bahia, após de ter sido dizimada do solo africano, no período escravocrata, de acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas, fundaram um terreiro num engenho de cana. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência, dando origem a tão conhecida Irmandade do Nossa Senhora da Boa Morte.
[6] Em 1975, a missionária italiana, Anna Sironi, chegou ao Brasil, depois de ter manifestado o desejo de missionaridade ao Cardeal Dom Eugênio Sales. Anna Sironi foi enviada ao bairro de Nordeste de Amaralina, Salvador-Bahia-Brasil, onde desenvolveu seu trabalho missionário por todo o bairro. Mulher aparentemente frágil, mas de espírito forte que, movida pelo Espírito Santo, acabou construindo, hoje, as três paróquias: São José de Amaralina, Santo André e Cristo Redentor. Ao longo dos anos, a Paróquia São José foi desmembrada, criou-se a Paróquia Santo André. Logo depois, desmembrou-se e criou-se a Paróquia Cristo Redentor. Hoje, neste complexo do Nordeste de Amaralina, situam-se as três paróquias irmãs nas respectivas regiões do bairro: São José (Amaralina), Santo André (Vale das Pedrinhas) e Cristo Redentor (Chapada do Rio Vermelho).

[7] A escola EVA, é um projeto da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. A Associação Massabielle, que possui uma experiência especifica neste campo, está encarregado do coloca-lo em pratica. Uma organização filantrópica. Dar uma pedagogia base do amor para oferecer aos adolescentes e jovens uma experiência educativa centrada nos valores da família e na temática ligada à afetividade e a sexualidade, numa linguagem mais acessível e numa didática adequada à juventude, promovendo uma experiência humana do amor; favorecer o crescimento dos jovens e dos adolescentes como membros da família e da sociedade e espalhar a alegria de uma vida digna. Acessado em 25/11/2014.  Disponível em: http://www.csjoao.org.br/jom15/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=54

[8] Para conhecer melhor esta congregação Religiosa, acesse http://www.csjoao.org.br/jom15/

[9] O PETI é um Programa do Governo Federal que tem como objetivo retirar as crianças e adolescentes, de 07 a 14 anos, do trabalho considerado perigoso, penoso, insalubre ou degradante, ou seja, aquele trabalho que coloca em risco a saúde e segurança das crianças e adolescentes. Disponível em: http://portal.mte.gov.br/delegacias/sp/peti-programa-de-erradicacao-ao-trabalho-infantil/
[10] O Centro Educacional Santo Antônio (CESA) é um dos 16 núcleos de atendimento das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Localizada no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, a unidade, fundada em 1964 por Irmã Dulce, nasceu como um orfanato no qual a freira baiana abrigava meninos sem referência familiar. Em 1994, tornou-se uma escola em tempo integral, com foco na qualidade do ensino básico, sendo hoje uma referência na adoção de boas práticas de gestão alinhadas com princípios de excelência na área educacional. Disponível em: http://www.irmadulce.org.br/portugues/educacao/conheca-o-cesa.
Em parceria com as Secretarias de Educação do Estado da Bahia e do Município de Simões Filho, o CESA atende cerca de 700 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Com um modelo de ensino que engloba desde a educação infantil até o nono ano, o Centro oferece ainda acesso à arte-educação, inclusão digital, iniciação profissional, atividades esportivas, assistência odontológica, alimentação, fardamento e material escolar gratuitos. O complexo dispõe também de uma unidade de sustentabilidade, o Centro de Panificação, responsável pela produção e comercialização de variados tipos de pães, panetones e outros produtos, cuja receita das vendas é totalmente revertida para a manutenção de suas atividades.

[11] A convite dos Franciscanos conventuais o casal missionário Kal e Renata Tedesco chegaram no Município de Candeias, BA, para iniciar um projeto de evangelização missionária. Após alguns dias foi então consagrado à nossa Senhora o projeto e intitulou-se por inspiração divina “Obra da Imaculada”, surgindo assim então a “Comunidade Católica Obra da Imaculada”, que atualmente está instalada no município de Camaçari, Ba, cidade que tornou-se sede de nossa Diocese, a qual temos por Bispo Diocesano Dom João Carlos Petrini.

[12] Este é um Curso sequencial, que se constitui em um serviço da UCSAL às comunidades eclesiais e à sociedade em geral, proporcionando aos fiéis leigos a oportunidade de ampliar o conhecimento bíblico e teológico acerca das razões da Fé Cristã Católica, tendo em vista a experiência pessoal, comunitária e pastoral. Com a duração de três anos, perfaz a carga horária total de 360 h/a. Disponível em: http://www.ucsal.br/extensao/cursos-de-extensao/curso-de-extensao-em-teologia.

[13] O Instituto Filosófico Beato Thiago Kern - criado e mantido pela Canonia de São Norberto e pela sua mantenedora, Associação de São Norberto, busca fomentar o desenvolvimento educacional filosófico. Sua criação em 2000, pela iniciativa do Priorado São Norberto, na pessoa de seu Prior, Pe. Milo Ambros. O Curso de Bacharelado em Filosofia, à nível de Curso livre, "com duração mínima de Dois anos, em seminários Maiores, Faculdades Teológicas ou instituições de qualquer confissão Religiosa", segue as normas do Conselho Nacional de Educação - CNE/MEC, o Decreto-Lei, nº 1051/69, de 1821/53, decreto 34.330/53 entre outras.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O mundo dos pensadores filosóficos - Agostinho

CECBA – Centro Educacional Claudionor Batista

Apostila de Filosofia - O mundo dos pensadores filosóficos

8a séries - Turmas V1 e V2

AGOSTINHO

Santo Agostinho, conhecido também como Aurélio Agostinho, Agostinho de Hipona ou São

Agostinho, foi importante bispo, teólogo e filósofo, reconhecido pelos católicos como Doutor da

Igreja. Ele nasceu na cidade de Tagaste, na Numídia, no dia 13 de novembro de 354, e cresceu

no norte da África, região colonizada pelos romanos. Ele era membro da burguesia, filho de

Patrício, pagão convertido no momento da morte, e da devotada cristã Mônica, de quem herdou

preciosos ensinamentos religiosos.

A caminho de Cartago, para completar sua educação, ingressou em um caminho moralmente

duvidoso, adotando o Maniqueísmo – doutrina que dava existência concreta tanto ao bem

quanto ao mal -, para compreender e legitimar sua opção pela intensa sensualidade. Concluída

sua formação, fundou uma escola nesta mesma cidade, seguindo depois para Roma e Milão. No

ano de 386 ele abandonou de vez a pedagogia, ao completar trinta e dois anos, por motivos de

saúde e também por seus dilemas espirituais.

Neste momento ele abandona a filosofia maniqueísta e descobre o neoplatonismo, através do

qual começa a compreender a verdadeira espiritualidade. Aos poucos ele deixa de lado a luxúria

e, em setembro deste mesmo ano, inicia sua conversão ao Cristianismo. Ele se isola então

em Milão, durante alguns meses, junto com a mãe, o filho e alguns seguidores, abdicando do

mundo, da profissão e do casamento. Um ano depois, por influência e pelas mãos de Ambrósio

de Milão, ele foi batizado durante a Páscoa, e então voltou para sua terra natal, instituindo aí um

monastério, depois da morte da mãe e de dispor de todos os seus bens.

Ele foi ordenado padre em 391, sagrado como bispo em 395, liderando a Igreja de Hipona até

sua morte. Seus sermões tornaram-se célebres – atualmente preserva-se pelo menos 350 destes

discursos, considerados todos autênticos. Durante sua permanência à frente desta instituição

cristã, Santo Agostinho incentivou a repressão dos Donatistas – grupo cristão considerado

herético pelo Catolicismo – por meio do uso da força.

Agostinho morreu em 430, no dia 28 de agosto, aos setenta e cinco anos, vítima da invasão

de Hipona pelos vândalos. O santo tem lugar de destaque na história da Igreja Católica,

reconhecido por sua profunda percepção e pelo seu temperamento compreensivo, bem como por

sua junção da natureza teórica da patrística - ciência que se ocupa da doutrina dos Santos Padres

e da história dessa doutrina – grega com o teor prático da patrística latina. Sua ênfase maior,

porém, foi sempre nas questões da práxis moral: o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.

Parte de sua obra se dedica às especulações filosóficas, com destaque para os diálogos, tais

como Contra os acadêmicos, Da vida beata, Os solilóquios, Sobre a imortalidade da alma,

Sobre a quantidade da alma, Sobre o mestre, Sobre a música; a outra é devotada à teologia, que

complementa sua filosofia, especialmente Da Verdadeira Religião, As Confissões – sua obra

mais conhecida -, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira.

Santo Agostinho teceu algumas considerações sobre os judeus em sua obra, considerando

aqueles que foram dispersos como inimigos da Igreja, sendo assim submetidos a essa provação

por seu comportamento anterior com relação a Jesus, reforçando as profecias bíblicas sobre a

trajetória judaica na Terra. Alguns de seus argumentos foram, infelizmente, usados tanto para

estimular o antisemitismo, como contra os próprios cristãos.

O mundo dos pensadores filosóficos - Aristóteles

CECBA – Centro Educacional Claudionor Batista

Apostila de Filosofia - O mundo dos pensadores filosóficos

8a séries - Turmas V1 e V2

ARISTÓTELES

Aristóteles é considerado um dos principais filósofos da Antiguidade, ao lado de Sócrates e

Platão. Filho de Nicômaco, médico pessoal de Amintas, rei da Macedônia, nasceu na Estagira,

em Calcídica, situada no litoral norte do Mar Egeu, no ano de 384 a.C. Com aproximadamente

dezesseis ou dezessete anos, ele partiu para o centro cultural da Grécia, Atenas, optando pela

Academia fundada por Platão.

Aí o filósofo permaneceu, ao longo de vinte anos, até a morte de seu mestre. Neste período

ele se dedicou também ao estudo da filosofia pré-platônica, o que influenciaria profundamente

sua futura visão teórica. Ao ser rejeitado para substituir Platão na Academia, ele se muda

para Assos, onde institui um grupo filosófico, assessorado pelo governante local, Hérmias.

Permanece nesta localidade por três anos, casando-se com Pítias, sobrinha do tirano. Com o

assassínio deste, ele segue para a Ilha de Lesbos, na qual ele empreende grande parcela de suas

célebres pesquisas biológicas, tendência que alguns estudiosos atribuem à herança recebida de

No ano de 343 a.C., Aristóteles é convidado pelo Rei Filipe II para exercer o cargo de preceptor

do Príncipe Alexandre, posto no qual ele permanece até 336 a.C., quando o nobre assume o

trono. Retornando a Atenas, treze anos depois de sua partida, ele inaugura sua própria escola,

próxima ao templo de Apolo Lício, sendo por isso conhecida como Liceu. Ela também era

apelidada de peripatética, dado ao hábito do filósofo de transmitir seus ensinamentos em uma

palestra ministrada durante tranqüilo passeio pelas veredas do Ginásio de Apolo.

Este estabelecimento de ensino seria a real sucessora da Academia platônica. Com a morte

de Alexandre, porém, Atenas se insurge e tem início uma revolta nacional, liderada por

Demóstenes. Ao se sentir perseguido pelos atenienses, que não o viam com bons olhos, e o

condenavam como ateu, ele se exilou por vontade própria em Eubéia. Um ano depois, em 322

a.C., Aristóteles, conhecido como o filósofo, pela vasta amplidão temática que dominava, deixa

o corpo, com pouco mais de 60 anos. Considerado o inventor do pensamento lógico, ele se

distinguia na ética, na política, na física, na metafísica, na lógica, na psicologia, na poesia, na

retórica, na zoologia, na biologia e na história natural.

Mais absorto em suas pesquisas, totalmente absorvido por suas idéias, Aristóteles foi um ser

devotado à cultura, às elaborações intelectuais, à meditação, tornando-se assim mais distanciado

da vida social. Ele percorreu todos os meandros da mente humana, dedicando-se amplamente

à prática literária, produzindo assim uma vasta obra, da qual restam apenas alguns textos. A

primeira compilação de seus escritos foi realizada por Andronico de Rodes, por volta da metade

do último século a.C., incluindo Escritos lógicos, Escritos sobre a física; Escritos metafísicos;

Escritos morais e políticos: a Ética a Nicômaco; Escritos retóricos e poéticos.