sexta-feira, 20 de março de 2015

O mundo dos pensadores filosóficos - Thomas Morus

CECBA – Centro Educacional Claudionor Batista

Apostila de Filosofia - O mundo dos pensadores filosóficos

8a séries - Turmas V1 e V2

THOMAS MORUS

Thomas Morus (ou Thomas More) foi escritor, diplomata, advogado e um dos grandes 

humanistas do Renascimento.

thomas morusNascido em Londres no dia sete de fevereiro de 1478, Thomas Morus era filho 

do juiz John More com Agnes Graugner. Homem de muito bom humor, fez carreira como 

advogado e se tornou um profissional respeitado. Sua erudição e sua habilidade o levaram à 

cátedra universitária por algum tempo. Rapidamente passou a ocupar a Câmara dos Comuns 

e ficou reconhecido como parlamentar combativo. Seu crescimento foi rápido por todos os 

locais que passou, o que o levou à corte de Henrique, no ano 1520. Vivendo perto da família 

real, Thomas foi embaixador e tornou-se cavaleiro já no ano seguinte. Sua ascensão passou por 

vários cargos importantes até chegar ao posto de Chanceler da Inglaterra.

Em sua vida particular, era um homem caseiro e de família. Casou-se pela primeira vez com 

Jane Colt, em 1505, com quem teve quatro filhos. Sua primeira esposa faleceu em 1511, então 

se casou pela segunda vez, com Alice Middleton. Thomas era muito apegado aos seus filhos 

e os deu excelente educação e muito avançada para época. Não fazia distinção na educação 

entre filhos e filhas, todos aprenderam latim, grego, lógica, astronomia, medicina, matemática 

e teologia. Era amigo dos mais proeminentes humanistas europeus, como Erasmo de Roterdã, 

com quem tinha uma relação muito frutífera.

O cargo de Chanceler foi recebido quando o rei inglês Henrique VIII queria se desposar 

de Catarina de Aragão para se casar com Ana Bolena. O antecessor no cargo não havia 

alcançado êxito na efetivação do desejo do rei e foi substituído. Porém Thomas Morus era 

homem de muita retidão e competência. Foi extremamente eficiente e justo nas tarefas de sua 

responsabilidade. Só que não concordava com a questão matrimonial, pois seguia a doutrina 

católica. Contrário às Reformas Protestantes, temia que o catolicismo fosse derrubado na 

Inglaterra e deixou o cargo de Chanceler, em 1532, causando desconfiança. Henrique VIII 

se declarou o líder da Igreja na Inglaterra e convocou Morus para fazer seu juramento de 

reconhecimento em 1534. Diante da recusa, foi preso na Torre de Londres e condenado à morte 

pelo rei. Sua execução por decapitação ocorreu na manhã do dia seis de julho do mesmo ano e 

sua cabeça ficou exposta durante um mês na ponte de Londres.

Thomas Morus teve uma vasta produção literária. Seu livro mais conhecido e mais importante 

é chamado Utopia, publicado em 1516. Nele o autor fala de uma ilha imaginária de forma 

alegórica permitindo muitas interpretações. Alguns acreditam ser uma idealização de Estado 

e outros entendem como sátira da Europa no século XVI. Foi um dos grandes intelectuais 

humanistas do Renascimento e, ao mesmo tempo, católico inabalável. A Igreja Católica o 

canonizou por sua luta pela liberdade individual. Seu corpo está sepultado na Capela Real de 

São Pedro ad Vincula e seu dia festivo é celebrado em 22 de junho. Recentemente, foi declarado 

também Patrono dos Estadistas e Políticos pelo Papa João Paulo II.

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