Emfim mais uma conquista que compartilho com vocês, o meu Memorial.Experiencia indescritível que todos deveriam experimentar, voltar as suas origens e se redescobrir e reescrever a sua historia, mesmo que num enfoque profissional, mas unica.
SUMÁRIO
1.
A contingência do memorial 04
2.
Dados Pessoais 04
3.
A família: berço de minha civilização,
meus primeiros passos 05
4.
Escola: Tempos de profundo aprendizado e
felicidade 06
5.
Universidade: Ampliando os meus
Horizontes 09
6.
Sala de aula: A minha prática docente.
Um continuar a aprender 11
7.
Atividades paralelas 16
8.
Considerações Finais 17
9.
Referências 19
1. A contingência do memorial
Desde
1997, quando conclui o meu ensino médio e nas prévias de ingressar no processo
de vestibular e faculdade, comecei a escrever meu currículo e até hoje procuro
reescrever. Todavia, memorial descritivo, é o primeiro que elaboro. Procurei
orientações, pois me encontrei numa situação de profunda confusão de como
começar e prosseguir com a escrita. Conheci Irany Novah Moraes (1992) e
Edivaldo Machado Boaventura (1995) que me auxiliaram na elaboração do meu
memorial, que será apresentado no curso de Especialização no Ensino da
Sociologia no Ensino Médio da Universidade Federal da Bahia.
Elaborar
o memorial descritivo é reconstruir a minha própria existência. Tarefa nada
fácil, pois, como diz Moraes (1992), memorial é um retrato crítico do indivíduo
visto por múltiplas facetas através dos tempos, o qual me possibilita
inferências com minhas capacidades. Boaventura (1195), “memorial é não somente
crítico, como autocrítico do desempenho acadêmico do candidato. Crítica que
conduz forçosamente à avaliação dos resultados obtidos na trajetória da
carreira científica”. Objetivamente, apresento
minha trajetória de vida, infância, adolescência, família, e todo o processo de
formação acadêmica percorrida até o presente momento. Portanto, para elaborar o
presente memorial levei em conta condições, situações e contingências que
envolveram o desenvolvimento dos meus trabalhos aqui expostos.
Destacando
elementos que, permeado por quebra de paradigmas, coerência e incoerências,
relacionando-os com as relações que estabeleço com o mundo, viabilizando assim
a minha vida profissional. Além de perceber este memorial como um processo auto-avaliativo
ao mesmo tempo ele se tornou um confessional de meus sonhos, anseios e desejos.
2.
Dados
Pessoais
Sou
o sétimo filho de uma família de oito irmãos, sendo cinco homens e três
mulheres – mesmo que sempre tenhamos nos relacionado muito bem, uma de minhas
maiores frustrações é não ter ajudado meus pais, pois mesmo quando criança me
sentia um pouco culpado pelas dificuldades que passávamos. Meu pai, hoje falecido
no início deste ano, no dia 23 de janeiro, era Conferente do Makro Atacadista,
estudou apenas até a antiga quinta série, pois teve que cuidar de seus irmãos
caçulas e sua mãe, após falecimento de seu pai, conhecedor nato de exatas, ao
ponto de abdicar de calculadora para qualquer tipo de cálculo e minha mãe, uma
senhora digna de ser chamada senhora do lar. Nasci no ano de 1982 em Salvador -
Bahia[1].
Quando
eu tinha dois anos de idade mudamos da Travessa São Policarpo, casa aonde minha
avó paterna veio a falecer, para a Rua Antenor Costa Nuno, onde meus familiares
residem até a presente data.
Aproveito
para apresentar o meu blog, onde tenho postado alguns dos meus textos e
trabalhos: www.homemcultural.blogspot.com.br.
3.
A
família: berço de minha civilização, meus primeiros passos.
No
meu seio familiar, tive a oportunidade de crescer cercado de boa música bons
programas, incentivado a estudar e atingir meus objetivos. Meu pai como já
mencionado, estudou pouco, mas um profundo conhecedor de exatas, minha mãe ao
contrário, por decorrência de sua origem, estudou somente as séries iniciais,
mas uma mulher de profunda sabedoria da vida e das heranças ancestrais que
circundam e envolvem toda a minha família.
Recordo
que ainda nos estudos do antigo primário, tive duas professoras de banca, minha
irmã mais velha Maria e Dalva uma prima que muito me ajudou e que me incentivou
a ser professor quando deixava que eu ensinasse o dever dos demais colegas de
banca.
De
uma família de múltiplos talentos, onde saíram bordadeiras, doceiras,
cozinheiras, percursionista, professores e outros, recordo de meu saudoso pai
dizer que a maior calculadora que existia era a mente humana, sempre preenchia
cadernos de contas onde eu e meus irmãos tínhamos que resolver sem o auxilio de
tecnologias, nem tabuadas, isso de suma importância para quem sou hoje. Minha
mãe por sua vez, tinha o hábito de ensinar leitura e agregar a matemática de
meu pai nas suas deliciosas receitas de bolos, doces e salgados, e sempre nos
chamava para perto, pois precisávamos aprender. Com isso numa família de oito
irmãos todos cozinhamos e muito bem.
Sonhava
em ser aviador, médico, professor, padre, enfim, engenheiro, pois construía
muitas casas de arvore com amigos e meu irmão caçula, sempre exercendo o papel
de líder da galera, mesmo não sendo o mais velho, a posição de linha de frente,
líder sempre foi muito marcante em minha historia de vida.
4.
Escola:
Tempos de profundo aprendizado e felicidade.
Nas
intermediações do bairro do Nordeste de Amaralina[2], realizei
o início de meus estudos, na Escola Dom Pedro II (rede privada), nas séries do
antigo maternal, Jardim 1 e 2, nesta fase recordo-me da minha amada Professora
Zorilda, hoje aposentada, mas que sempre me incentivava a vencer a timidez da
doce criança, em suas aulas sempre expositivas, com jogos e atividades lúdicas
me auxiliaram no desenvolvimento e aprendizagem. E deu certo seu esforço. Da
alfabetização a antiga 3ª série, estudei na Escola Pedro Tenório de Albuquerque
(rede pública), hoje extinto, cedendo o espaço para o programa Viva Nordeste,
saudosamente recordo daquela que me ensinou a ler, ao ponto de antes do final
da alfabetização já era capaz de leitura de textos sem muitas dificuldades,
Professora Magda, buscava sempre trabalhar os conteúdos contextualizando com a
nossa realidade, sempre com gibis da turma da Mônica, a matemática com jogos e figuras geométricas,
ciências com experiências (como esquecer do meu primeiro pé de feijão fecundado
no algodão), seguido de Rita, essa mais rígida mas não menos especial, não
admitia conversas em suas aulas, mas lembro sempre dos empréstimos de livros e
dos vídeos que passava e Rosalina, mãezona, cuidava, a cada novo dia um novo
abraço, suas obras de arte, desenhos, pinturas, leituras teatrais, matemática
no chão da sala e o giz colorido e a 4ª série cursei no Colégio Dionísio
Cerqueira, no bairro do Itaigara, pois na unidade escolar minha irmã Nelma,
trabalhava como bibliotecária e me facilitava o acesso a minha grande paixão:
os livros.
O
antigo ginásio cursei, atualmente fundamental II no Colégio Estadual Professor
Carlos Santana – concluído em 1997, no complexo escola do bairro, conhecido
como Beco da Cultura[3],
onde pude experimentar de valiosas situações que auxiliaram na formação do
profissional que sou. Da 5ª a 8ª série, pude aí desfrutar de anos de
aprendizado e felicidade, frustações e angústias. Passava praticamente o dia
inteiro na escola, às terças e quintas pela manhã aula de basquetebol, onde por
meio deste participei de vários campeonatos, fortalecendo meu senso
competitivo, as quartas e sextas voleibol, pela manhã, as tardes aula normal e
as noites, quando não tínhamos aula de teatro com Professor Denílson, ficávamos
na escola praticando esportes.
Ressalto
aqui personagens fundamentais em minha vida: meus professores. Clara de
Português e suas inúmeras correções na pronuncia e escrita das palavras,
ditados de texto, paradidáticos, Sheila de historia, e a descoberta de um mundo
diferente, onde os fatos e acontecimentos através de seus cartazes e aulas
expositivas me fizeram decidir ser também historiador, Bartolomeu de geografia,
como aprendi uma nova leitura por meio dos limites e fronteiras dos gigantes
mapas que nos apresentava as aulas na quadra reconhecendo os tipos de rocha,
Soledade e José Augusto também de historia, marcantes, parecidos na sua
didática de não adotar livros, mas com um conhecimento de causa que encantava
com seus discursos, Renata de ciências e duas visitas ao laboratório, conhecer
os invertebrados e vertebrados tocando em cada um deles, sensacional, Glauber
também de ciências, desenhos fantásticos na lousa e eu tentando reproduzir no
meu caderno, ligações com os eventos químicos e as experiências que nos
auxiliava a executar, Marli amiga, mãe, confidente... Esta última recordo que
era vice-diretora, e numa ausência de professor de redação para as três turmas 5ª
séries, me convidou para dar aula nas aulas vagas para três turmas, neste
momento eu cursando a 7ª série e com 14 – 15 anos, passei por uma experiência
ímpar, que clareou o que verdadeiramente queria ser, Professor.
Já
no ensino médio, estudei o no Colégio Carlos Correia de Menezes Santana, mais conhecido como Carlos Santana II nos
anos de 1998 a meados de 2000, também estes pertencentes ao complexo escolar
Beco da Cultura. Passei o 1º, 2º e início do 3º ano do ensino médio. Por motivo
de trabalho, o que já era uma realidade desde a minha 7ª série, após uma
seleção na FUNDAC, passei e logo fui contemplado no Programa Menor Aprendiz.
Próximo do final da 2ª unidade do 3º ano do ensino médio mudei para o Colégio
Estadual Manoel Devoto[4],
concluído em 2000, na região do Rio Vermelho. Em ambas as unidades escolares,
desfrutei de experiência de líder de turma, presidente de grêmio estudantil e
tutor de turma, onde na ausência do professor, ministrava uma explicação e
aplicava uma atividade que eles deixavam previamente na coordenação da escola. Professores
especiais, hoje amigos, Jorge de educação física e nossos jogos e torneios de
basquetebol, Nilo também de educação física e nossas brigas por eu não querer
fazer aula de futebol, mas em sala me fez perceber a grandeza do esporte na
explicação da importância do teórico na pratica, Cristina Conte como é gostoso
conhecer os elementos químicos da tabela periódica, suas aulas com projeções e
inúmeras experiências que me faziam compreender como o mundo é formado em sus
elementos atômicos, Cristina Vilas filosofa, socióloga, com discursões e textos
maravilhosos me auxiliou a construir pensamentos e forma a minha personalidade
critica, suas aulas sempre uma mesa redonda, Leonor de desenho geométrico,
compasso e réguas na mão sempre incentivando a compreendermos as medidas dos
planos em paralelo com o professor de física e matemática, Eduardo de física,
Newton e suas leis que me perdoem, mas que loucura, nas suas aulas sempre uma
viajem ao mundo espacial, (risos), Hélio técnico do time de basquetebol, puxões
de orelha, títulos e conquistas, com este aprendi a ser competitivo, Luciano de
Matemática, este e Leonor me fizeram retomar o gosto perdido no ensino
fundamental, o calculo nas compras do dia a dia, o passar o troco sem uso da
calculadora, verdadeira matemática aplicada. Teatro, dança, música projetos
estudantis ligados à secretaria de educação e a secretaria de saúde, ações que
me possibilitaram exercer o papel de líder, professor, estagiário, enfim,
fortalecer a certeza que sempre tive de se educador.
5.
Universidade: Ampliando os meus Horizontes.
Antes
de dar este passo, logo após a conclusão do meu ensino médio, no ano 2000,
passava por um processo de caminhar para a vida religiosa e em junho de 2011,
me tornei membro da comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom, onde
passei por Quixadá - CE, no sertão centro do Brasil, Macapá - AP, onde em ambas
localidades desenvolvi ações como professor em seus centros de evangelização. De
forma bem peculiar em Macapá, atuei dentro da Coordenação da Pastoral do Menor
e na coordenação de duas Creches que eram mantidas pela Diocese local.
Inicio
de 2004, retornei para Salvador. Logo aqui instalado prestei vestibular para o
Instituto de Ciências Religiosas Lumen Christi, vinculado e chancelado pela
Faculdade Social da Bahia, hoje extinto, funcionando apenas na cidade do Rio de
Janeiro. Nesta unidade cursei Teologia, curso que para muitos não passa de
formação para religiosos, mas que na verdade me concedeu uma ampla visão de
mundo e do que poderia contribuir com o povo que atuava, pois neste momento já
trabalhava em uma escola comunitária.
Desfrutar
do que a Teologia em suas diversas disciplinas me possibilitava, foi um lindo
processo de reencontro comigo em Deus, pois inteiramente em mim percebo que
nada sou. Antropologia, Sociologia, Filosofia, Psicologia, Direito, Didática e
tantas outras específicas, me fizeram mergulhar num mundo ainda não conhecido.
Agradeço aos queridos mestres, Everaldo de didática e pratica de estagio, com
sua metodologia de aplicar o conhecimento em sala de aula fortaleceram o meu
ser professor, Figueiredo de filosofia, sociologia e direito, nossa quantos
livros tinha que ler para compreender o raciocínio deste mestre, com aulas
participativas e sem uso do quadro negro e nem mesmo de mecanismos
tecnológicos, mas me ensinou muito sobre o meu papel como ser pensante e social,
Arnaldo meu amado orientador, porta em tudo versos e prosas, mas um
conhecimento experienciado na vida, Barbosa de Sagradas Escrituras junto com
Juraci, Antônio e outros, monstros no conhecimento que nos aproxima mais de
Deus, Lilian de Psicologia, ainda não me conheço em plenitude, mas com sua
docilidade em abordar as faculdades humanas me fizeram perceber os meus limites
e potencialidades, Gervis de estatística, metodologia e outras, difícil de
lidar, mas quando demonstrava interesse em aprender não media esforços em
providenciar livros, apostilas e tantos outros meios para auxiliar na
construção do conhecimento, João Teixeira de historia, um dia chego a
compreensão da vida por meio de sua construção histórica, sempre com fichas
pautadas na mão, sem muita didática, mas firme em mostrar o valor do
conhecimento e como é gostoso conhecer datas de momentos fundamentais para a
compreensão do panorama em que vivemos, como foi bom apreender com seus
ensinamentos e hoje poder tê-los como amigos na vida e na profissão.
Aqui
experimentei de uma sensação impar, perceber que posso ir muito além, estagio,
fóruns, presidência de diretório acadêmico, responsabilidades, novas turmas a
lecionar, novas mentes curiosas que junto comigo saciavam a fome e a sede de
conhecimento. Amigos que até hoje os tenho, irmãos que me acolhem a cada dia. Enfim
chegaram 2007 e o fim deste mundo fabuloso. No mês de agosto de 2007 recebo das
mãos de Dom Geraldo Magela Agnelo, Cardeal Arcebispo Primaz do Brasil de São
Salvador da Bahia o certificado de Teólogo e a licença para poder ensinar e
falar como teólogo em nome da igreja local, em 02 de junho 2008, realiza a
colação de grau e recebo o meu diploma, defendendo a tese sobre Kolbe, Mártir
da Imaculada, frade capuchinho que morreu no campo de concentração no período
da 2ª guerra mundial.
Mas
neste período no nosso estado, não existia nenhuma faculdade de teologia
reconhecida, ainda em estudos no Lumen Christi, inicio um processo de estudos
junto a FATEBOV – Faculdade de Teologia de Boa Vista, e mais uma vez faço
paralelamente num campus aqui em Salvador o curso reconhecido de Teologia, e em
dezembro de 2008, recebo o titulo reconhecido pelo MEC de Teólogo, apresentando
a mesma tese nesta unidade e com muito louvor sou aprovado e esta por sua vez
tornou-se um livro que foi publicado.
No
inicio de 2009 inicio outra faculdade de História, na UCSAL – Universidade
Católica de Salvador, mas que não levo a frente, pois estava cursando
paralelamente pós graduação em Psicopedagogia, pela FACIBA – Faculdade de
Ciências da Bahia, iniciado em 2007 e concluído em 2008, tendo como tese de defesa: Dislexia: Transtorno
ou Problema Educacional?, Passando a atuar também em clínicas e instituições
como psicopedagogo. Agradeço a minha amiga e mestra Ingrid Miranda, Sandra,
Priscila, Milton, Jusciney e Célia.
Em
2012, tentei o mestrado na UFBA, no curso do Instituto de Humanidades, Artes
Professor Milton Santos - IHAC, como
aluno especial, no final do processo deparei-me com problemas familiares, nos
quais tive que abrir mão momentaneamente deste objetivo, mas que pretendo em
breve retomá-lo.
Em
2013, retomo a faculdade de história, mas não mais na UCSAL, mas neste momento
na Faculdade Regional de Filosofia, Ciências e Letras de Candeias – FAC, onde
em dezembro do ano corrente, inicio de 2015, defenderei a tese como tema:
África: Ancestralidade histórico religiosa, fazendo um recorte na história do
berço da civilização, nossa Mãe África, recorte na minha história, pois sou
descendente do povo Ketu[5],
oriundo da África, ressurgindo na região da Barroquinha, há mais de 400 anos
atrás. Aqui recordo dos novos amigos, meus mestres Mônica, Bruno, Avelar,
Nadjena, Nadjane, Rômulo e tantos outros.
Atualmente,
cursando outra pós-graduação na UFBA – Universidade Federal da Bahia, UAB -
Especialização no Ensino da Sociologia no Ensino Médio com previsão de termino
no próximo ano.
6.
Sala
de aula: A minha pratica docente. Um continuar a aprender.
Se
for para mencionar quando adentrei em uma sala de aula, terei que iniciar com a
minha infância, parece engraçado, mas na verdade desde cedo brincava de escola,
ainda nas séries iniciais, coleguinhas que tinham dificuldades nos deveres de
casa, procuravam-me para auxilia-los nas resoluções. Recordo-me que que quando
estava na alfabetização, a minha mestra Professora Magda, sempre me pedia para
que ajudasse ao colegas tomando deles a leitura e isso fazia com muitos gosto,
seguido por professora Rita e Rosalina. Enfim comecei cedo.
Aos
12 anos de idade minha mãe me permitiu dar aula de banca na minha residência
para quatro colegas que moravam perto e com isso a minha primeira remuneração
como professor. Logo após este feito, tinha dificuldades em matemática e minha
irmã mais velha Maria, passou a ser minha professora em casa quando o meu pai
não estava, com isso aprendia com eles e ensinava.
Quando
cursava o 8º ano, antiga 7ª série, no Colégio Carlos Santana, a Professora e
vice direito Marli, me chamou para um diálogo. Na escola no turno oposto
faltava professores de artes e redação e já estávamos próximos do final do ano
letivo, convidou-me para dar dois dias aula em duas turmas de 6º ano, antiga 5ª
série e prontamente aceitei. Recordo-me da cara de espanto de meus professores
a me ver na sala dos professores fazendo uma correção de atividade que havia
aplicado aos meus alunos, tamanho o susto e ao saber da professora Marli o
fato, fui acolhido e Professora Clara, Sheila, Bartolomeu e Soledade, num
abraço coletivo me acolheram e disponibilizaram auxilio quando eu precisasse.
Com
isso começou a minha trajetória em sala de aula. Com isto comecei a trabalhar
com catequese na minha Paróquia São José de Amaralina[6],
logo assumindo a coordenação dos trabalhos, por meio deste trabalho, ainda
quando cursava o ensino médio, o Pároco, Pe. Juraci convidou-me para ser
professor na Escola Comunitária Eduardo Lemos Amaral, mais conhecida como
Coração da Mamãe. Nesta unidade escolar permaneci por três anos trabalhando com
as 2ª serie.
Ainda
neste período, fui convidado Dom Dominique Jean Marie Denis You, na ocasião
Bispo Auxilia de Salvador, atualmente Bispo Diocesano de Conceição do Araguaia,
para construir junto com ele a Escola EVA, que fazia parte de uma ação da
Comunidade Bernadete – Associação Massabielle[7],
localizado na região dos Alagados no bairro do Uruguai, periferia de Salvador,
passando por aqui dois anos como missionário e professor nas diversas
instituições parceira desta associação e professor de novos membros do projeto,
que logo após a nomeação de Dom Dominique para Araguaia, passou a ser
coordenada pelos Irmãos de São João[8],
mantendo até hoje os trabalhos, contando com o reconhecimento da Cúria Romana,
ainda concedido pelo anterior Papa Bento XVI.
Em
2003, passei a trabalhar como monitor do Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil- PETI[9]
-, permanecendo até o final do ano de 2005. De 2006 a final de 2007, passei a
lecionar no Centro Educacional Santo Antônio - CESA[10],
corpo educacional das Obras Sociais Irmã Dulce, na região de Simões Filho –
Bahia. Nesta unidade atuei como professor do ensino fundamental 1 e 2, como
professor de Historia, Geografia e Ensino Religioso, além de contribuir como
auxiliar de coordenação e coordenador das oficinas lúdico pedagógicas.
No
final do ano de 2007, recebi um convite do um grande amigo Frei Pedro, da Ordem
dos Frades Conventuais, para desenvolver um trabalho junto a Comunidade Obra da
Imaculada, na região do Passé do Rio do Cunha em Candeias – Bahia, trabalho de
promoção social, educacional e valorização humana. Nesta localidade desenvolvi
projetos de inserção de jovens carentes no convívio digital, reforço escolar,
evangelização, promoção social. Com o Projeto José do Egito, desenvolvi a
coordenação do mesmo, onde oficinas de esporte e lazer eram desenvolvidas na
localidade. Até o momento que presenteado com uma fazenda, foi construído um
abrigo transitório para crianças e jovens retirados do convívio familiar, por
motivos diversos e ali colocados a disposição da decisão da justiça a espera de
decisão, se de retorno ao seio familiar ou abrigo definitivo. Contando com
parceria Ordem dos Frades Conventuais, Juizado de Menor, Prefeitura de Candeias
e Governo do Estado. Como todo religioso não tem moradia fixa, Frei Pedro foi
enviado em missão e a Comunidade Obra da Imaculada continua seus trabalhos na
região da Diocese de Camaçari – Bahia[11]. Em
2008, retorno para lecionar no CESA, e lá permaneço até o ano seguinte, final
de 2009, desempenhando as mesmas funções.
Durante
os anos de 2009 a setembro de 2011, percorri outros caminhos, mas continuava os
meus trabalhos de lecionar paralelamente. Atuei neste período como analista de
cobrança, callcenter e outros. Neste período, a convite de uma grande amiga
Mestra Sampaio, passei a lecionar aos sábados no curso de Extensão em Teologia,
pela UCSAL[12],
na região de Escada, Subúrbio de Salvador. Aqui permaneci por mais de quatro
anos, lecionando disciplinas teológicas bem como no Instituto Beato Kern[13],
no qual fui membro desta comunidade e professor de teologia, filosofia e
formador das comunidades paroquiais.
De
2011 a inicio de 2013, atuei na secretaria geral da Associação Salgado de
Oliveira de Educação e Cultura – UNIVERSO, atuando com dispensa de disciplinas
dos cursos de Direito, Enfermagem, Eng. De Produção, Psicologia e Outros, nesta
unidade pude desfrutar de um contato maior com os entraves da educação e seus
mecanismos internos, fazendo-me desejar ardentemente o retorno para sala de
aula, pois ai poderia contribuir mais e melhor para a mudança do cenário
critico que vislumbramos.
Ainda
em 2013, participei de uma seleção publica – Regime Especial de Direito
Administrativo - REDA, na Prefeitura de São Francisco do Conde – Bahia, para
retornar a lecionar. Em fevereiro do mesmo ano retorno para sala de aula, no
Centro Educacional Claudionor Batista – CECBA, localizando no distrito do Monte
Recôncavo, escola de Fundamental 2, atuando em 2013 como professor de Ensino
Religioso e História, em 2014 minha carga horaria é reduzida de sala de aula
para que pudesse contribuir com a educação em seu processo no setor
psicopedagógico, e aqui mantenho-me como professor de 6º e 9º ano e
psicopedagogo do CECBA.
Ainda
em 2014, inicio trabalho na região de Itinga em Lauro de Freitas, na Creche e
Escola Deus Conosco, lecionando as disciplinas de História Geografia e Ética,
nas séries do Fundamental 2.
Sinto-me
bem a vontade para dirigir um texto a mim mesmo e a todos que compartilham
comigo desta missão, de ser e fazer educação de qualidade, tomo as palavras de
Içami Tiba para dizer: “Ensinar é transmitir o que você sabe a quem quer saber.
Portanto, é dividir sua sabedoria. Mas é uma gostosa divisão que não segue as
leis matemáticas, porque, em vez de você diminuir, você ganha o que nem lhe
pertencia. Ensinar faz o mestre atualizar seus próprios conhecimentos, o que
aumenta sua sabedoria. Nem sempre o professor ensinar significa o aluno
aprender. Quanto mais o professor conseguir aplicar seus conhecimentos no
dia-a-dia do aluno, mais este terá interesse em aprender. Ensinar algo que não
serve ao aluno o obriga a simplesmente decorar, como uma memória descartável
que dura até o momento da prova. O professor que não se deixa questionar, não
aceita sugestões nem acata reclamações é porque tem sua aula decorada faz tempo
e, se não morreu, falta pouco. Os questionamentos revolvem os acomodados
neurônios em busca de novas respostas, reativando o cérebro, reavivando a alma.
Ensinar
é realizador, prazeroso e gratificante. É ver desabrochar a flor cuja semente o
mestre plantou. O conhecimento deve ser dosado pelo interesse e pela capacidade
de aprendizagem do aluno. Muita luz pode cegar o olho acostumado à penumbra. O
aprendiz, além de receber o conhecimento, está absorvendo o prazer de ensinar
do mestre, que se transforma em prazer de aprender. E o que se aprende com
prazer não se esquece jamais.
É
transitório e medíocre o abuso do poder de saber quem não sabe. Esse poder só
alimenta a mesquinha vaidade das pessoas. O sabe-tudo está pondo um limite
subjetivo em seu conhecimento, acreditando-se onisciente. Isso é mania de
querer ser Deus. A maior fraqueza do homem é querer ser Deus, pois a verdadeira
sabedoria traz embutida a humildade. É saudável buscar a perfeição, porém é
mais perfeita a pessoa que a procura do que a que a encontra. O verdadeiro
mestre procura estar sempre aprendendo.
O
mestre é um caminho para seu aprendiz chegar à sabedoria. O aluno tem de
superar o professor. O verdadeiro mestre se orgulha de ter sido um degrau na
vida do aprendiz que venceu na vida. Ensinar é um gesto de generosidade,
humanidade e humildade. É oferecer alimento saboroso, nutritivo e digerível àqueles
que querem saber mais, porque ensinar é
um gesto de amor!
7.
Atividades
paralelas
Paralelamente
a tudo descrito no tópico anterior, desenvolvi trabalhos paralelos que muito
auxiliaram na minha pratica docente, tais como:
Obras Sociais Padre Gumercindo: Casa
Mãe da Providencia – Recepcionista Consultório Médico, Controlador do Peso de
Crianças Desnutridas e Monitor de Turmas de Adolescentes.
CRIA – Centro Referencial para
Criança e Adolescente - Fundação Odebrecht (Escolas da Rede Pública e Postos de
Saúde): Projeto Educação Sexual Um Exercício de Cidadania –
Multiplicador e Monitor, nas Escolas e Postos de Saúde do Nordeste de
Amaralina, Vale das Pedrinhas, Santa Cruz e Chapada do Rio Vermelho.
Pastoral do Menor – Macapá/AP: Agente Pastoral dentro do Aninga (antiga
FEBEM), com trabalhos de grupos visando diminuição da violência e criminalidade
dos adolescentes. Monitor de Cursos extracurriculares com adolescentes e jovens
de bairros periféricos reincidentes da FEBEM. Auxiliar de Nutrição das Creches
atendidas pela Pastoral do Menos no centro da Cidade de Macapá e na Região
Portuária de Santana/AP.
Associação São Maximiliano Maria
Kolbe (Pe. Kolbe): Psicopedagogo,
Missionário, Projetista, Monitor de oficinas de Teatro, Português, Redação..., Formador
de multiplicadores e missionários, Facilitador de cursos de capacitação para
agentes sociais/comunitários.
Associação São Norberto: Creche
Santa Rita – Psicopedagogo, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa
Catarina de Sena - Responsável pelo controle das contas da Embasa e Coelba e
Processos vinculados a Prefeitura de Lauro de Freitas e Agente Pastoral na
Comunidade Bom Pastor.
CMDCA – Conselho Municipal da
Criança e do Adolescente - Lauro de Freitas/BA: Conselheiro,
Membro da Comissão Eleitoral – Para Conselheiros Tutelares/2010.
Seminários Sociais – Grupo Projeto
TEIA: Projetista, Coordenador, Palestrante.
E
atualmente paralelo a minha pratica docente:
Associação Religiosa, Artística,
Cultural, Esportiva e de Inclusão Social e Digital – ARCBeC - Escola de
Formação Permanente São Bernardo de Claraval – Arquidiocese de São Salvador da
Bahia/Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora de Pau da Lima: Presidente, Projetista, Diretor, Coordenador
Pedagógico, Professor – Filosofia, Sociologia, Antropologia, Disciplinas
Teológicas, Palestrante de Seminários.
Associação Cultural de origem
Tuamiloaango Sindiragonbê – localizada em Areia Branca, Jambeiro – Lauro de
Freitas: Vice-presidente, Monitor, Projetista.
Entre
outros cursos e seminários de atualização, como: Sociologia, Filosofia e
Recursos Humanos pela FGV – Fundação Getúlio Vargas Online; Atendimento e
Comunicação Estratégica, pela Prospecta; Seminários Sociais, pela ACBSPA, onde
participei, fui palestrante e mediador; Prevenção do abuso de Psicoativas e
Aids, pelo Centro de estudos e terapia do abuso de drogas – PREVDROGAS/SESAB.
8.
Considerações
Finais
Produzir
este memorial foi, sem sobra de dúvida, uma grande viagem ao meu eu na minha
história, situado no meu presente e me permitir sonhar com um futuro promissor.
Como bem diz Paulo Freire: “mas escrever, registrar, refletir não é fácil... dá
muito medo, provoca dores e até pesadelos. A escrita compromete. Obriga o
distanciamento do produtor com o seu produto. Rompe a anestesia do cotidiano
alienante” (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez,
1996)
Portanto,
foi através dos cursos e diversas aprendizagem que tive ao longo das academias
e da vida, que consegui compreender de forma clara a importância do saber, pois
as práticas humanas refletem um saber. Saber este que pode ter sido adquirido
de forma assistemática, empírica e sem intencionalidade, ou pode ser um saber
conquistado sistematicamente, de forma crítica. Portanto, não há ação sem saber.
O conhecimento como reflexivo, é uma característica peculiar do ser humano,
pois mesmo sendo instruído ou não todos realizamos praticas, bem como
refletimos sobre as mesmas, transformando-as e como num processo cíclico
realizando novas a cada instante.
Aprendi
muito, mas também sei que não estou no fim, ainda há muito que se aprender com
o processo natural da vida, as mudanças ocorrem a cada minuto, portanto as
minhas atualizações e reflexões precisam ser constantes. Um dos caminhos para a
libertação é o investir em nossas potencialidades, proporcionando a todos os
que encontro na minha sala de aula uma educação eficiente, evidenciando que o
crescimento é possível dentro de nossas condições, limitações, estas que
existem para serem ultrapassadas. Entre tantos conhecimentos, o critico é fator
essencial de libertação.
Como
educador, vejo a necessidade diante da realidade da educação de continuar sendo
um pesquisador, um desvelador do real, construtor de conhecimentos. Mas para
construir esses conhecimentos o medo é
inerente, o preconceito é aberrante, é preciso superar, pois não existe uma
verdade absoluta, única, vejo a necessidade de atribuir novos significados a
nossa própria realidade, ao que vemos, sentimos, pensamos e desfrutamos.
Competência e autonomia, articular bem nossas ações, pois o fruto é a
libertação.
Tal
liberdade que deve ser norteadora de nossas, da minha pratica pedagógica, da
minha consciente capacidade de participar, analisar, propor, decidir, interagir
com o educando e com o processo educacional, instituição, sistema, todos que
deste processo fazem parte. A minha sala de aula precisa cada dia ser mais um espaço onde a evolução
acontece no todo, política e ideologia, corpo e mente, professor e aluno,
parceiros deste processo, teoria e pratica.
E
coloco um ponto no meu memorial, mas não um final, pois sou um ser em movimento,
faço minha as palavras de Maria Isabel cunha: “Na prática pedagógica, o
professor na preparação e execução de seu ensino deve ser e sentir, saber e fazer”.
9.
Referencias
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E. M. Memorial. 1995. Disponível em:
http://www.edivaldo.pro.br/ memorial.html. Acesso em: 20/11/2014.
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Eclea. Entrevista // Interview:
Eclea Bosi. Acessado em 22/11/2014. Disponível em: file:///C:/Users/ALEX/Downloads/4301-16908-4-PB.pdf
MORAES,
I. N. Memorial: síntese. São Paulo:
Universidade de São Paulo, 1992. Documento apresentado à Faculdade de Medicina
para o Concurso de Professor Titular do Departamento de Cirurgia – Disciplina
de Cirurgia Vascular Periférica.
PIAGET,
J. Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.
PIZZANI, Luciana e SILVA, Rosemary Cristina da. Manual Técnico de elaboração Memorial e um
Currículo Vitae. Acessado em 20/11/2014. Disponível em: http://www.biblioteca.btu.unesp.br/Home/Manuais/MemorialeCurriculum.pdf
RODRIGUES,
A. P. ; Marinho, M. A ESCRITA NA FORMAÇÃO
DE PROFESSORES DO CAMPO: um olhar sobre o texto memorialístico. Acessado em
25/11/2014. Disponível em: http://ieppecpb2011.xpg.uol.com.br/conteudo/GTs/GT%20-%2007/02.pdf
SÉRGIO,
Armando. MEMORIAL PARA CONCURSO DE
TITULAR USP. Acessado em 22/11/2014. Disponível em: http://armandosds.blogspot.com.br/2008/09/memorial-pa-ra-concurso-de-titular-usp.html
[1]
Salvador é um município brasileiro, capital do estado da Bahia, localizado na
Mesorregião Metropolitana de Salvador e Microrregião de Salvador, Região
Nordeste do país. Primeira capital do Brasil Colônia, Salvador é notável em
todo o país pela sua gastronomia, música e arquitetura, e sua área
metropolitana é a mais rica do nordeste brasileiro em PIB nominal. A influência
africana em muitos aspectos culturais da cidade a torna o centro da cultura
afro-brasileira. Possui mais de 2,9 milhões de habitantes, sendo o município
mais populoso do Nordeste, o terceiro do Brasil e o oitavo da América Latina
(superado por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de
Janeiro e Santiago). Sua região metropolitana, conhecida como "Grande
Salvador", possuía 3 573 973 habitantes recenseados em 2010 pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que a torna a terceira área
metropolitana mais populosa do Nordeste, sétima do Brasil e uma das 120 maiores
do mundo. Salvador foi fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos,
grafia do português arcaico, em homenagem a Jesus Cristo, o Salvador no
cristianismo, feita pelos colonizadores católicos do Império Português. Pelo
seu nome de fundação, o acrônimo SSA faz referência tanto à cidade, quanto ao
seu aeroporto (pelo código aeroportuário IATA). Os seus habitantes são chamados
de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade
para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador".
[2]
A Amaralina é um bairro de classe média, localizado na região sul de Salvador,
capital dos estados da Bahia, Brasil. Distantes nove quilômetros do centro da
cidade, é um bairro eminentemente habitacional, embora com variado comércio,
sobretudo na rua principal. O bairro é famoso porque tem, em seus limites, a
praia de Amaralina. O bairro de Amaralina era a antiga Fazenda Alagoas, uma
referência a uma lagoa que existia no local. A fazenda passou a chamar-se
Fazenda do Amaral, após José Álvares do Amaral comprá-la e dar seu sobrenome.
Durante a II Guerra Mundial foi ali que os norte-americanos instalaram o posto
aeronáutico que, após o conflito, passou para a Aeronáutica, hoje funcionando o
19º Batalhão de Artilharia Antiaérea. Durante o regime ditatorial de 1964, para
lá, o Quartel de Amaralina, foram encaminhados e torturados vários dos presos
políticos do estado, como o poeta Camillo de Jesus Lima, Pedral Sampaio, Othon
Jambeiro, Nudd David de Castro e outros intelectuais.
[3]
O Beco da Cultura foi fundado em 1996, sendo o secretário da educação o Prof.
Edílson Freire, no governo de Antônio Carlos Magalhães, para atender às
demandas da comunidade do Nordeste de Amaralina, reunindo as escolas da região,
formando um Complexo Educacional e de grande efervescência cultural, sendo
considerado, conforme o líder estudantil, o 3º maior complexo de escolas da
América Latina, onde circulavam diariamente cerca de oito mil estudantes.
Oficializado para a rua (Alto do Coqueiro, na divisa com a Pituba), onde se
concentram 04 escolas, a saber, Colégio Municipal Zulmira Torres; Escola
Polivalente de Amaralina; Colégio Estadual Carlos Santana I, Colégio Estadual Carlos
Santana II; e um programa do governo do estado da Bahia denominado Viva
Nordeste (antiga Escola Pedro Tenório de Albuquerque). Disponível em http://www.cdi.uneb.br/pdfs/educacao/2008/marcia_souza_da_purificacao.pdf
. Acessado em 25/11/2014.
[4]
Fundado em 1957, carrega o nome de um grande educador baiano. Durante muito
tempo, abrigava estudantes de todas as classes socioeconômicas que cursavam os
antigos Curso Ginasial e o Curso Colegial ou Científico. Estudaram lá, por
exemplo, os filhos dos escritores Jorge Amado e Zélia Gatai e os filhos do
artista plástico Bel Borba. Atualmente, cerca de 1.800 adolescentes e adultos
com idades entre 14 e 50 anos cursam o Ensino Médio no Manoel Devoto. A grande
estrutura do colégio demanda que seus 106 professores se dividam nos turnos
matutino, vespertino e noturno. Além das 27 salas de aula, há quadras de
esportes, laboratório de ciências, sala de informática, biblioteca, sala de
vídeo e um auditório para 200 pessoas. Os estudantes participam de jogos
estudantis, gincanas, mantêm grupos de dança e música, equipes de futsal. Uma
rádio e um grêmio estudantil que estão em fase de implementação. Endereço: Rua
Osvaldo Cruz, s/n, Rio Vermelho, Salvador – BA. Telefone:(71) 3248-3447.
E-mail: cemd.salvador2@educacao.ba.gov.br.
[5]
Teve inicio em Salvador, Bahia, após de ter sido dizimada do solo africano, no
período escravocrata, de acordo com as lendas contadas pelos mais velhos,
algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas, fundaram um
terreiro num engenho de cana. Posteriormente, passaram a reunir-se num local
denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a
construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da
Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo
historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência,
dando origem a tão conhecida Irmandade do Nossa Senhora da Boa Morte.
[6]
Em 1975, a missionária italiana, Anna Sironi, chegou ao Brasil, depois de ter
manifestado o desejo de missionaridade ao Cardeal Dom Eugênio Sales. Anna
Sironi foi enviada ao bairro de Nordeste de Amaralina, Salvador-Bahia-Brasil,
onde desenvolveu seu trabalho missionário por todo o bairro. Mulher
aparentemente frágil, mas de espírito forte que, movida pelo Espírito Santo,
acabou construindo, hoje, as três paróquias: São José de Amaralina, Santo André
e Cristo Redentor. Ao longo dos anos, a Paróquia São José foi desmembrada,
criou-se a Paróquia Santo André. Logo depois, desmembrou-se e criou-se a
Paróquia Cristo Redentor. Hoje, neste complexo do Nordeste de Amaralina,
situam-se as três paróquias irmãs nas respectivas regiões do bairro: São José
(Amaralina), Santo André (Vale das Pedrinhas) e Cristo Redentor (Chapada do Rio
Vermelho).
[7]
A escola EVA, é um projeto da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. A
Associação Massabielle, que possui uma experiência especifica neste campo, está
encarregado do coloca-lo em pratica. Uma organização filantrópica. Dar uma
pedagogia base do amor para oferecer aos adolescentes e jovens uma experiência
educativa centrada nos valores da família e na temática ligada à afetividade e
a sexualidade, numa linguagem mais acessível e numa didática adequada à
juventude, promovendo uma experiência humana do amor; favorecer o crescimento
dos jovens e dos adolescentes como membros da família e da sociedade e espalhar
a alegria de uma vida digna. Acessado em 25/11/2014. Disponível em: http://www.csjoao.org.br/jom15/index.php?option=com_content&view=article&id=51&Itemid=54
[9]
O PETI é um Programa do Governo Federal que tem como objetivo retirar as
crianças e adolescentes, de 07 a 14 anos, do trabalho considerado perigoso,
penoso, insalubre ou degradante, ou seja, aquele trabalho que coloca em risco a
saúde e segurança das crianças e adolescentes. Disponível em: http://portal.mte.gov.br/delegacias/sp/peti-programa-de-erradicacao-ao-trabalho-infantil/
[10]
O Centro Educacional Santo Antônio (CESA) é um dos 16 núcleos de atendimento
das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Localizada no município de Simões Filho,
na Região Metropolitana de Salvador, a unidade, fundada em 1964 por Irmã Dulce,
nasceu como um orfanato no qual a freira baiana abrigava meninos sem referência
familiar. Em 1994, tornou-se uma escola em tempo integral, com foco na
qualidade do ensino básico, sendo hoje uma referência na adoção de boas
práticas de gestão alinhadas com princípios de excelência na área educacional.
Disponível em: http://www.irmadulce.org.br/portugues/educacao/conheca-o-cesa.
Em parceria com as
Secretarias de Educação do Estado da Bahia e do Município de Simões Filho, o
CESA atende cerca de 700 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade
social. Com um modelo de ensino que engloba desde a educação infantil até o
nono ano, o Centro oferece ainda acesso à arte-educação, inclusão digital,
iniciação profissional, atividades esportivas, assistência odontológica,
alimentação, fardamento e material escolar gratuitos. O complexo dispõe também
de uma unidade de sustentabilidade, o Centro de Panificação, responsável pela
produção e comercialização de variados tipos de pães, panetones e outros
produtos, cuja receita das vendas é totalmente revertida para a manutenção de
suas atividades.
[11]
A convite dos Franciscanos conventuais o casal missionário Kal e Renata Tedesco
chegaram no Município de Candeias, BA, para iniciar um projeto de evangelização
missionária. Após alguns dias foi então consagrado à nossa Senhora o projeto e
intitulou-se por inspiração divina “Obra da Imaculada”, surgindo assim então a
“Comunidade Católica Obra da Imaculada”, que atualmente está instalada no
município de Camaçari, Ba, cidade que tornou-se sede de nossa Diocese, a qual
temos por Bispo Diocesano Dom João Carlos Petrini.
[12] Este
é um Curso sequencial, que se constitui em um serviço da UCSAL às comunidades
eclesiais e à sociedade em geral, proporcionando aos fiéis leigos a
oportunidade de ampliar o conhecimento bíblico e teológico acerca das razões da
Fé Cristã Católica, tendo em vista a experiência pessoal, comunitária e
pastoral. Com a duração de três anos, perfaz a carga horária total de 360 h/a.
Disponível em: http://www.ucsal.br/extensao/cursos-de-extensao/curso-de-extensao-em-teologia.
[13]
O Instituto Filosófico Beato Thiago Kern - criado e mantido pela Canonia de São
Norberto e pela sua mantenedora, Associação de São Norberto, busca fomentar o
desenvolvimento educacional filosófico. Sua criação em 2000, pela iniciativa do
Priorado São Norberto, na pessoa de seu Prior, Pe. Milo Ambros. O Curso de
Bacharelado em Filosofia, à nível de Curso livre, "com duração mínima de
Dois anos, em seminários Maiores, Faculdades Teológicas ou instituições de
qualquer confissão Religiosa", segue as normas do Conselho Nacional de
Educação - CNE/MEC, o Decreto-Lei, nº 1051/69, de 1821/53, decreto 34.330/53
entre outras.
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